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Palavra de Deus > Estudos Bíblicos


Daniel 8

Revisão:
 
Em nosso último estudo demos uma olhada em Daniel capítulo 7. Aqui aprendemos sobre as 4 bestas, 11 chifres, e uma grande perversão. Aprendemos vários princípios importantes que nos ajudarão a melhor entender os livros de Daniel e Apocalipse.

1. Deus frequentemente usa o princípio da repetição e ampliação, que descortina novos acontecimentos. Isso significa que a mesma história é repetida usando simbolismos diferentes, enriquecendo e dando mais detalhes;

2. Nós aprendemos os significados de alguns símbolos importantes:

Bestas = representam reinos
Mar / Águas = representa multidões de pessoas
Ventos = símbolo de guerras e contendas
Chifres = símbolo de reis, poder, autoridade
Asas = representam grande velocidade de conquistas
Dia = representa um ano literal

Vimos em Daniel 7 que Deus repetiu o apocalipse histórico que Ele havia apresentado a Nabucodonosor in Daniel 2 por meio de uma estátua metálica no formato humano. Nesse capítulo, Deus expandiu as informações que já haviam sido apresentadas sobre a fase dos pés focalizando principalmente a natureza do quarto reino e dando informações adicionais quanto ao julgamento nos dias de ferro e barro, que simbolizam a Europa moderna.

Em Daniel capítulo 8, veremos esse mesmo princípio de repetição e expansão com ainda mais detalhes em torno do poder do chifre pequeno que foi introduzido em Daniel 7. Aqui daremos uma atenção especial às cenas do grande julgamento às quais fomos apresentados no capítulo 7.

O capítulo é subdividido em cinco partes básicas:

Daniel 8:1, 2 - “O momento histórico dentro do qual Daniel recebeu a visão”;
Daniel 8:3-14 - “A profecia apresentada”;
Daniel 8:15, 16  - “A ordem para fazer Daniel entende-la”;
Daniel 8:17-25 - “Explicação da visão”;
Daniel 8:26, 27 - “Reação de Daniel”.

 

ESTE ESTUDO: DANIEL 8

Dan. 8:1, 2

- “No ano terceiro... do rei Belsazar” – A visão de Daniel 7 teve lugar no primeiro ano do reinado de Belsazar. Esta visão ocorre no 3º ano (551 a.C.) – não muito tempo antes dos eventos de Daniel 5 em cronologia.
- “... Depois daquela [visão] que me apareceu no princípio”. – Esta visão aconteceu após a visão do capítulo 7. 
- “... Eu estava na cidadela de Susã...” Daniel, em visão, se vê em Susã, a principal cidade persa e a capital de inverno do Império Medo-Persa. A visão de Daniel 8 começa com o Império Medo-Persa, ao invés de ser em torno de Babilônia.


Dan. 8:3, 4

Dan 8:20 - Carneiro = Medo-Pérsia

Como já aprendemos antes, bestas representam reinos.  Aqui temos o “carneiro que... tinha dois chifres” com um chifre maior do que o outro.   Dan. 8:20 nos diz que esses chifres representam “os reis da Média e da Pérsia”. Portanto, o carneiro representa o Império Medo-Persa.  O carneiro neste capítulo representa o urso do capítulo 7 com um chifre mais alto que o outro. Um chifre é maior porque os persas se tornaram mais fortes do que os Medas e, a seu tempo, assumiram todo o reino.

“O carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul”. Geograficamente, isso descreve a conquista Medo-Persa. Essas três direções correspondem aos três reinos simbolizados pelas costelas na boca do urso de Daniel 7.

Ocidente  - atacou Babilônia;
Norte       - atacou Lídia;
Sul          - atacou o Egito.


Dan. 8:5-8

Dan. 8: 21, 22 - Bode = Grécia

O bode tem dois significados em Daniel 8:
1. Símbolo da Grécia - (Dan. 8:21, 22):

- Tinha um chifre notável (v. 5 e 8) – o chifre foi quebrado e quatro chifres cresceram em seu lugar para os quatro cantos da terra.

- “... Sem tocar o chão” – algo parecido a voar, representa grande velocidade de conquista;

- Derrotou o carneiro com dois chifres – A Grécia derrotou a Medo-Pérsia.

Essa descrição está totalmente de acordo com a descrição que a história faz sobre as conquistas da Grécia. As batalhas de Alexandre o Grande eram muito rápidas. Sabemos que no topo de sua glória e poder, Alexandre morreu de pneumonia provocada pelo alcoolismo e seu reino foi dividido entre seus quatro generais – Cassandro, Lisímaco, Ptolomeu, e Selêucio. Esses quatro chifres correspondem aos reinos formados por esses quatro generais. (Repare no paralelo entre Dan. 8:22 e Dan. 11:3, 4.)


2. Um Símbolo de Atividades Satânicas

- O bode é um símbolo satânico, descrito no dia do juízo do antigo Israel – O Grande Dia da Expiação. (cf. Levítico 16:5)

- Havia dois bodes no Dia da Expiação. (cf. Levítico 16:5-10)

Um era sacrificado. O outro era banido para o deserto.

Levítico 16:5-10

“E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para oferta pelo pecado e um carneiro para holocausto. Depois Arão oferecerá o novilho da oferta pelo pecado, o qual será para ele, e fará expiação por si e pela sua casa. Também tomará os dois bodes, e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da revelação. E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra por Azazel. Então apresentará o bode sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá como oferta pelo pecado; mas o bode sobre que cair a sorte para Azazel será posto vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele a fim de enviá-lo ao deserto”.


Ponto Chave:
Cada animal sacrificado santuário hebreu (templo) representava o Grande Sacrifício, Jesus Cristo. Cada um apontava para o sacrifício que Jesus fez como o CORDEIRO DE DEUS. Jesus pagou pelos pecados de toda humanidade ao derramar seu sangue na cruz do Calvário. O bode Azazel não era sacrificado, portanto não pode representar Jesus Cristo.

O bode que representava Jesus era sacrificado como uma oferta pelos pecados do povo. O sumo sacerdote pegava um pouco do sangue desse bode e entrava no Lugar Santíssimo do santuário e aspergia sete vezes sobre a tampa da Arca do Concerto. Dali o sumo sacerdote saía do templo e colocava a mão sobre a cabeça do bode vivo (Azazel) e orava sobre ele, fazendo a transferência simbólica de todos os pecados do povo que tivessem sido confessados durante todo aquele ano. Então ele era levado para o lado de fora do acampamento, deixado no deserto, para morrer ali sozinho.

Todo esse ritual simbolicamente representava a purificação da casa de Deus no céu por um julgamento divino após 1798. Nesse julgamento, a culpa pela origem do pecado é colocada sobre a cabeça de Satanás antes de seu banimento final, longe da presença de Deus e do Seu povo, no final dos tempos.

Levítico 16:15, 16, 18-22
“E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para oferta pelo pecado e um carneiro para holocausto. Depois Arão oferecerá o novilho da oferta pelo pecado, o qual será para ele, e fará expiação por si e pela sua casa. Também tomará os dois bodes, e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da revelação. E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra por Azazel. Então apresentará o bode sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá como oferta pelo pecado; mas o bode sobre que cair a sorte para Azazel será posto vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele a fim de enviá-lo ao deserto para Azazel”. “Então sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação pelo altar; tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor. E do sangue espargirá com o dedo sete vezes sobre o altar, purificando-o e santificando-o das imundícias dos filhos de Israel. Quando Arão houver acabado de fazer expiação pelo lugar santo, pela tenda da revelação, e pelo altar, apresentará o bode vivo; e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessará sobre ele todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, sim, todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á para o deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para uma região solitária; e esse homem soltará o bode no deserto”.

- “Azazel” - “Azazel” literalmente significa “Deus está furioso” (Dr. Albert R. Treiyer, The Day of Atonement, pág. 257).

- O bode “Azazel” é um símbolo de Satanás.  (cf. Levítico 17:7)

“E nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos sátiros [demônios, representados em cultos pagãos por bodes sagrados], após os quais eles se prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo pelas suas gerações.”

- O símbolo moderno para Lúcifer é um bode peludo.


Ponto Chave: As qualidades demoníacas do bode de Daniel 8:

1. O bode voa como se fosse um espírito (v. 5);
2. O bode está furioso para destruir, assim como Azazel (v. 7);
3. O chifre pequeno desse bode ataca Jesus Cristo e os habitantes do céu (v. 11);
4. O chifre pequeno desse bode é quebrado sem mãos humanas, no julgamento (v. 25).


Dan. 8:8, 9

“O bode, pois, se engrandeceu sobremaneira; e estando ele forte, aquele grande chifre foi quebrado, e no seu lugar outros quatro também notáveis nasceram para os quatro ventos do céu. Ainda de um deles saiu um chifre pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa”.

Quatro ventos do céu” (usado aqui, e em Dan. 11:4) representa direções, ou pontos cardeais.

“... de um deles” – Um chifre pequeno surge à partir de um dos “quatro ventos” simbolizando um dos quatro pontos cardeais. Sabemos que “eles” não se refere aos quatro chifres (os quatro sub reinos nos quais o Império de Alexandre o Grande foi subdividido) por causa da estrutura gramatical do hebraico original. No hebraico de Daniel 8:8 e 9, “chifres” é do gênero feminino, enquanto “ventos” pode tanto ser feminino quanto masculino em gênero. Na frase “de um deles” a palavra usada para “deles” é masculina. A construção gramatical hebraica exige que o pronome tenha o mesmo “gênero” do nome ao qual se refere. Portanto, “deles” só pode se referir a “ventos” (direções cardeais), e não aos quatro “chifres” simbolizando as quatro divisões do Império Grego. Na natureza chifres não nascem de chifres. Eles crescem em cabeças. Esse pequeno chifre de Daniel 8 cresce à partir do bode que simboliza outra fase do controle de Satanás sobre a história mundial.

“... rumo ao sul, rumo ao leste, e rumo à terra aprazível”.
 

Sabemos que, a partir dos capítulos 2 e 7, que o quarto reino era o Império Romano. Aqui temos mais informações que descrevem as vitórias políticas de Roma pagã em relação ao Mar Mediterrâneo.

- “rumo ao sul”  - Roma conquistou o norte da África e Egito;
- “rumo ao leste”  - Roma conquistou a Grécia, Babilônia, etc.;
- “rumo à terra aprazível”   - Roma conquistou Israel.

Salmos 106: 24   - “Também desprezaram a terra aprazível; não confiaram na sua promessa”;
Zacarias 7:14   - “... Mas os espalhei com um turbilhão por entre todas as nações, que eles não conheceram. Assim, pois, a terra  foi assolada  atrás  deles,  de sorte que ninguém passava por ela, nem voltava; porquanto fizeram  da terra desejada uma desolação”.


Dan. 8:10-12

Características e Ações do Poder do Chifre Pequeno

Duas Fases do Chifre Pequeno

1. Ataques Horizontais = as conquistas políticas da Roma Pagã (v. 9);
2. Ataques Verticais      = os assaltos espirituais da Roma Papal (v. 10, 12).
  

Seis ataques do chifre pequeno durante sua fase vertical / espiritual:

1. O chifre pequeno “se engrandeceu até o exército do céu; e lançou por terra algumas das estrelas desse exército, e as pisou” (v. 10); “e destruirá os poderosos e o povo santo” (v. 24); “e destruirá a muitos” (v. 25):

- As “estrelas” representam o povo de Deus:
Dan. 12:3
Gênesis 15:5
Deuteronômio 1:10

2. O chifre pequeno clama ser igual a Cristo (“se engrandeceu até”) (v. 11) (v. 25);
- O Príncipe do céu é Jesus Cristo
Isaías 9:6

3. O chifre pequeno subverteu o ministério contínuo de Cristo no Santuário Celestial (v.11):
- O termo “sacrifício” não é encontrado no original hebraico. Devido a isso, muitos dos tradutores da Bíblia adicionaram a palavra “sacrifício” em itálico. A frase deveria ser “o diário” ou “o contínuo”. A palavra hebraica usada em Dan. 8:11 TAMIYD, significa o “contínuo”. É uma palavra usada para descrever o trabalho e mediação contínua do sumo sacerdote. 

Êxodo 28:30 - “Também porás no peitoral do juízo o Urim [literalmente “luzes” e sinônimo de estrelas] e o Tumim [literalmente “perfeitos”], para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do Senhor; assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente”.

Hebreus 7:25 - Descrevendo o “Tamiyd” (ou ministério contínuo no céu) de Jesus.

“E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer, mas este, porque permanece para sempre, tem o seu sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles.”

O Novo Testamento ensina que Jesus Cristo é o nosso Sumo Sacerdote e Mediador:
- 1 Timóteo 2:5
- Hebreus 3:1
- Hebreus 4:14-16
- Hebreus 8:1, 2

 
 O ponto é que o poder do chifre pequeno acabou com o ministério de Cristo como Sumo Sacerdote, assumindo, por si mesmo essa posição, que é, por imposição divina, só de Jesus, como nosso único Mediador, o único que pode perdoar nossos pecados.

4. O “... lugar do Seu santuário foi deitado abaixo” pelo chifre pequeno (v. 11):

- A palavra hebraica para “lugar” em Dan. 8:11 é “MAKOWN”, que significa “lugar fixo ou estabelecido”, ou “fundação”. Essa mesma palavra (MAKOWN) é usada em Salmos 97:2 assim:

“Nuvens e escuridão estão ao redor dEle; justiça e eqüidade são a base do seu trono.”

A Igreja de Roma ensina que Pedro é o fundamento da pedra. Mas a Bíblia ensina que Jesus é a Pedra Fundamental:
- Efésios 2:19, 20;
- I Pedro 2:4-6.

Ponto Chave: O verdadeiro santuário de Deus está no céu (cf. Hebreus 8:1, 2); o chifre pequeno derrubou esse santuário na terra (Daniel 8:11), ao insistentemente redirecionar a atenção dos homens para uma construção humana, belamente ornamentada em suas igrejas.

5. As atividades do chifre pequeno são definidas por Deus como “transgressões” (v. 12);


6. O chifre pequeno jogou a verdade no chão (v. 12):
- João 17:17: “Santifica-os na verdade [por meio da]; a Tua palavra é a verdade”.


Dan. 8:13, 14

A GRANDE PERGUNTA: “QUANTO TEMPO?”

O quadro de dois santos de pé diante de Deus chama à mente a figura de dois anjos sobre a Arca do Concerto. Da perspectiva do Lugar Santíssimo, esses anjos estão profundamente perturbados a respeito da extensão do controle de Satanás sobre a humanidade e a Igreja.

O Universo Celestial faz uma pergunta profunda e séria: “Quanto tempo?” Em outras palavras:

- Quanto tempo – antes que a perseguição acabe?
- Quanto tempo - antes que a verdade seja restaurada?
- Quanto tempo - antes que Jesus seja reconhecido como o único Sumo Sacerdote diante de Deus?
- Quanto tempo - antes que o santuário no céu seja restaurado ao povo de Deus?
- Quanto tempo - antes que a Igreja Cristã seja restaurada à sua pureza?


A RESPOSTA:
 
“Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.” (Dan. 8:14)

A “purificação do santuário” é o termo bíblico para “Dia da Expiação”.

Levítico 16: 29-31, 33, 34

“Também isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e não fareis trabalho algum, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós; porque nesse dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; de todos os vossos pecados sereis purificados perante o Senhor. Será sábado de descanso solene para vós, e afligireis as vossas almas; é estatuto perpétuo”. “Assim fará expiação pelo santuário; também fará expiação pela tenda da revelação e pelo altar; igualmente fará expiação e pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação. Isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação uma vez no ano pelos filhos de Israel por causa de todos os seus pecados”.

Nesse dia, o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo, para de lá transferir, simbolicamente, os pecados confessados e acumulados de todos os filhos de Israel durante um ano inteiro, para o bode Azazel, para depois levá-lo ao deserto para morrer sozinho (cf. Lev. 16:10, 29, 30). A “purificação do santuário” em Daniel 8:14 é o evento paralelo ao cenário de julgamento de Daniel 7:13, 14.

O Grande Dia da Expiação era também um dia de julgamento no qual o templo era purificado da presença do pecado. O Dia da Expiação ocorria sempre no 10º dia do 7º mês, há apenas cinco dias antes da Festa dos Tabernáculos, que era a última festa de cada ano. Simbolicamente, o Dia da Expiação representava a purificação do santuário dos efeitos dos pecados do povo de Deus. Ela também simbolizava a restauração do templo ao seu estado de direito.

No Grande Dia da Expiação, o povo deveria “afligir sua alma” por meio de jejum e orações (Lev. 23:27). Eles deveriam manter-se em um estado de profundo auto-exame para que tivessem certeza de estar puros diante de Deus, sem qualquer pecado não confessado ou não abandonado. Qualquer um que não fizesse sua parte de auto-exame deveria ser eliminado dentre o povo. Os que não se reconciliassem estariam assim recusando reconciliação e estariam se separando de Deus e Deus honraria sua escolha.

A exigência de retirar do meio do povo aqueles que não participassem dela em atitude de contrição e arrependimento, demonstra que o Dia da Expiação era, também, um dia de julgamento.

 

Entendendo o significado das 2.300 tardes e manhãs.

Ponto Chave: Um dia em profecia = a um ano literal (cf. Ezequiel 4:6).

Daniel 8:17, 19, 26

Por 3 vezes Gabriel declara em Daniel 8 que a visão dos 2.300 dias/anos chega aos dias do fim dos tempos.

“17 - Veio, pois, perto de onde eu estava; e vindo ele, fiquei amedrontado, e caí com o rosto em terra. Mas ele me disse: ‘Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim’”.

“19 - E disse: ‘Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao determinado tempo do fim’”.

“26 - E a visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere os dias mui distantes”.

Os 2.300 anos de Daniel 8:14 iniciam no tempo do carneiro, simbolizando a Medo-Pérsia e se extende por todo tempo até o Século 19.

 

No fim dos 2.300 anos de Daniel 8:14, Jesus desfaz os efeitos do controle de Satanás sobre a igreja (Dan. 8:14; Dan. 7:13, 14; Dan 8:25).

“E ele me respondeu: ‘Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado’” (Dan. 8:14).

“Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:13, 14).

“Pela sua sutileza fará prosperar o engano na sua mão; no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem em segurança; e se levantará contra o príncipe dos príncipes; mas será quebrado sem intervir mão de homem” (Daniel 8:25).
 


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