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Palavra de Deus > Estudos Bíblicos


Daniel 7

REVISÃO:
 
Ao longo das últimas semanas temos estudado o livro de Daniel. Ate este ponto, demos uma olhada nos capítulos 1 a 6 de Daniel, vimos também o êxodo do Egito, o Templo, e a Pedra Azul. Resumidamente já vimos:

Daniel 1: O ataque a Jerusalém, Daniel e seus amigos são levados cativos a Babilônia, onde se tenta paganizá-los, mas eles permanecem firmes e verdadeiros a Deus e Suas leis.

Daniel 2: O Rei Nabucodonosor tem um sonho de uma estátua de metal na forma humana, esse sonho é esquecido, mas Deus o mostra a Daniel e lhe dá interpretação; por meio dessa profecia, Deus estava mostrando o que aconteceria com o mundo, desde os dias de Daniel até a volta de Jesus.

A Pedra Azul: No estudo da Pedra Azul, vimos paralelos entre o Êxodo, o Templo, o plano da salvação e a experiência de Moisés e Israel no Monte Horebe (Sinai). Aprendemos sobre a Pedra Azul, pedra da qual foram retiradas as tábuas dos Dez Mandamentos, a mesma pedra do Trono Eterno de Deus. Vimos também que CRISTO era a ROCHA da quem fluía a água doadora de vida.

Daniel 3: Nabucodonosor rejeitou a profecia de Deus ao levantar uma estátua semelhante à do sonho, mas toda de ouro e com seu rosto e, para piorar criou um decreto obrigando toda pessoa a adorá-la; “Sadraque, Mesaque e Abednego” se recusaram a quebrar a Lei de Deus, foram condenados à morte em fornalha, mas Jesus entrou com eles ali e os preservou. Também vimos que a presença de Deus é fornalha eterna e que destruirá todo aquele que não estiver com Jesus.

Daniel 4: É o capítulo de testemunho pessoal de Nabucodonosor. No fim do capítulo 3, vimos que Nabucodonosor estava sendo atraído para Deus.  No capítulo 4, aprendemos que ele aceitou Deus, Sua soberania e Suas regras, mas tudo isso só aconteceu após ele ter perdido suas capacidades mentais e agido como animal por sete anos (sete tempos).

Daniel 5: Vimos que, Belsazar, neto de Nabucodonosor, rejeitou e blasfemou contra Deus e Seus utensílios sagrados que estavam no Templo de Jerusalém. Vimos o fim do império literal de Babilônia e o surgimento do Medo-Persa.

Daniel 6: No capítulo 6, vimos a história de “Daniel na Cova dos Leões”. Aprendemos que Daniel permaneceu fiel a Deus, mesmo quando esse ato se tornou “contra a lei”.  Aprendemos que Deus protegeu Daniel dos leões e que sua vida de oração era um tipo da vida de oração de Jesus, o nosso Sumo Sacerdote do Santuário Celestial. Fomos desafiados a avaliar nossa determinação de permanecermos fiéis em meio a conflitos. Vimos alguns paralelos entre Daniel 3, 6 e o final dos tempos.

Até este ponto, os estudos nos ajudaram a estabelecer os blocos fundamentais sobre os quais vamos construir o entendimento das demais profecias de Daniel a partir deste ponto. Começaremos a ver muitas das revelações da Palavra de Deus. Prepare-se agora, por meio de orações, pedindo que Deus ajude-o a entender o que Ele reservou para Seus filhos eleitos e responder favoravelmente à toda LUZ e toda VERDADE que o Espírito Santo lhe revelar. Agora vamos continuar com os nossos estudos das profecias de Daniel e Apocalipse.
 


INTRODUÇÃO PARA DANIEL 7:

As profecias de Daniel e Apocalipse se aplicam em particular ao final dos tempos.  As palavras de despedida de Jesus em Mateus 24:15-16, 20 são uma advertência para que você e eu estudemos o livro de Daniel por nós mesmos. 

“Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação da desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes; ... [e no verso 20] Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado”.

Jesus advertiu às pessoas dos Seus dias que a destruição de Jerusalém era eminente. Jesus os advertiu, mostrando-lhes a necessidade de estudar e entender o livro de Daniel. Mas essa advertência de Jesus em Mateus 24 tem aplicação dupla, pois ela também se refere ao final dos tempos. Ela é uma profecia que prediz o final do mundo e a volta de Jesus. Ele disse que precisamos entender o livro de Daniel.

O livro revela com precisão absoluta 2.500 anos da história da humanidade, à partir dos dias da antiga Babilônia. E ela faz brilhar a luz reveladora das profecias divinas sobre os dias em que vivemos. Confúcio dizia: “Uma figura vale por mil palavras”. No livro de Daniel, o método de Deus revelar-se é por meio de figures simbólicas. 

Você se lembra que em Daniel 2, Deus cobriu 2.500 anos da história profética humana por meio da estátua metálica no formato humano.

 

Cabeça de Ouro - Babilônia
Peito de Prata - Medo-Pérsia
Corpo e Quadril de Bronze - Grécia
Pernas de Ferro - Roma
Pés com Dez Dedos ( de Ferro e Barro -            
 
- Os Países da Europa – Alguns fracos, outros, fortes.

Em Daniel capítulo 7, é coberta a mesma extensão da história, mas com detalhes adicionais. Este é um princípio básico nos escritos proféticos repetição e ampliação. Quatro bestas proféticas são usadas para representar a história da humanidade. Vamos começar:

 

ESTE ESTUDO: DANIEL 7

Dan. 7:1 - 3:
Daniel o mar agitado por ventos e ondas e dele saindo, uma após a outra, quatro bestas furiosas.  Vento, água e bestas são símbolos comuns em profecias de origem divina. Agora vamos deixar que a própria Bíblia nos mostre o que esses símbolos significam: (Nota: Para entendermos profecias bíblicas, é importante entender o que esses símbolos significam.) Os símbolos das profecias de Deus são consistentes, onde quer que elas pareçam. Deus não usa um símbolo em um lugar e então muda seu significado em outro local – assim, permitiremos que escrituras sagradas interpretem outras escrituras sagradas:

Besta: Representa reino:
Dan. 7:17  
- “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis...”.
Dan. 7:23  - “O quarto animal será um quarto reino na terra...”.

Mar: Mar ou águas representam multidões de pessoas:
Apoc. 17:1, 15  - Águas ... são pessoas e multidões de nações e línguas.
Isaías 57:20      -  ... Os ímpios são como o mar revoltoso...
Salmos 65:7     - ... Som de águas, som de suas ondas, e o tumulto das pessoas.

Ventos:  Símbolo de guerra e contenda - diplomática, política e militar, que moldam a história mundial.
 
Jer. 49:36-37
Apoc. 7:1

Como resultado de guerras entre nações, 4 grandes impérios iriam surgir e cair, um após o outro.  Os quatro metais de ouro, prata, bronze e ferro, da estátua de Daniel 2, representam esses quatro poderes. A história revela que existiram apenas 4 impérios mundiais desde os dias de Daniel.  Vamos dar uma olhada no quadro histórico que Deus pintou diante dos nossos olhos por meio de Daniel:


Daniel 7:4
Primeira Besta – Leão Asas de Águia = Babilônia (605/6 - 539 a.C.)

O leão com asas de água apareceu em primeiro lugar. Assim como o ouro, ele representava o reino de Babilônia. Os símbolos de Babilônia são todos superlativos: Ouro é o mais precioso dentre todos os metais; o leão é o rei dos animais; a águia é o rei do ar. Babilônia antiga foi um reino poderoso e rico. (A história nos revela que o símbolo oficial do império babilônico era um leão com asas.)

Jer. 4:6-7    - Jeremias se refere a Babilônia (“do Norte”) como um leão.
Dan. 4:33-34  - Compare com Daniel 7:4, “...foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem...” (Repare como isso se parece com o que aconteceu com Nabucodonosor no capítulo quatro.)

Figura de um quadro mural de um leão com asas que está em muro que restou nas ruínas da cidade de Babilônia.

Daniel 7:5 

Segunda Besta - Urso, que se levantou de um lado = Medo-Pérsia (539 a.C.)

Em 539 a.C., a Medo-Pérsia, profeticamente representada aqui como um urso com três costelas em sua boca, surgiu depois de Babilônia. As três costelas, sem qualquer dúvida, se referem a três grandes batalhas (contra Egito, Lídia e Babilônia) que deram aos persas o poder.

Levantou-se de um lado - A história nos diz que, no início, os Medas e os Persas governaram em conjunto, mas que mais tarde os Persas se tornaram no grande poder.
 
Dan. 8:3, 20 – Mostra outra referência – um cordeiro, identificado como Medo-Pérsia, com um chifre mais alto que o outro.

Chifre(s): Um símbolo de reis, reinos, divisões de reinos, poder, autoridade.
Dan. 7:24  - Dez chifres são dez reis (reinos) que se levantarão;
Dan. 8:21  - O chifre grande é o primeiro rei (reino);
Apoc. 17:12  - Os dez chifres são dez reis.


Daniel 7:6 

Terceira Besta - Leopardo = Grécia (331 - 168 a.C.)

Um Leopardo com quatro asas em sua costa representa o terceiro reino mundial que surgiu em sucessão. Os gregos, sob o comando de Alexandre o Grande, literalmente voou em sua conquista de dominação do mundo.

Asas: Representam grande velocidade de conquistas:
Hab. 1:6-8  - “... são mais ligeiros do que os leopardos”; “... voam como a águia que se apressa a devorar...”;
Jer. 4:13  - “... Seus cavalos (de Babilônia) são mais ligeiros do que as águias”;
Deut. 28:49  - “O Senhor levantará contra ti... uma nação que voa como a águia,...”.

Alexandre o Grande morreu de tuberculose provocada pela embriagues, aos 33 anos de idade. Seu reino foi dividido entre 4 generais (Cassandro, Lisímaco, Ptolomeu e Selêucio). 

Dan. 11:2-4 se refere profeticamente a essa situação.


Daniel 7:7 

Quarta Besta – Terrível e Espantosa = Roma (168 a.C. - 476 d.C.)

Dan. 7:19
Essa Besta terrível tinha características tão fora do comum, que não pôde ser comparada a nenhum animal, ave ou peixe, para representá-la. Alguns tentam visualiza-la como um dragão, para representar o terrível e cruel poder destruidor de Roma. 

Roma governou o mundo por cinco longos séculos, começando em 168 a.C.. Na figura da estátua de metal de Daniel 2, o reino dos césares é representado pelo ferro que “destrói todas as coisas”. Repare que a Besta em Daniel 7 tem dentes de ferro, representando a dureza de Roma, e garras de bronze (v. 19) representando a cultura e a língua grega, que foram adotadas por Roma (ela tinha características da Grécia).

Dan. 7:24 - 10 Chifres:
Em Daniel 7:24 a Bíblia diz: “Quanto aos dez chifres,... dez reis...” Nenhum animal da natureza tem 10 chifres. Esses chifres simbólicos predisseram, com antecedência de 1000 anos, que quando o Império Romano caísse, ele seria dividido em 10 partes exatas (correspondendo aos 10 dedos de Daniel capítulo 2). Essas divisões fundaram as bases das nações da Europa moderna.

1.   Francos  (França) 
2.   Visigodos 
3.   Lombardos 
4.   Suevos  (Suécia)
5.   Alamanis  (Alemanha)
6.   Anglo-Saxões (Inglaterra)
7.   Burgundos
8.   Hérulos  }  ESSES TRÊS COMPLETAMENTE DESTRUÍDOS
9.   Vândalos  }  PELO CHIFRE PEQUENO (Dan. 7:24)
10.  Ostrogodos }  (E não existem hoje em dia)


Daniel 7:8 – O Chifre Pequeno

Algo mais é introduzido agora. Tudo o que vimos até aqui é parte da estátua metálica. Mas agora Deus nos fornece algumas informações a mais (princípio repetir e ampliar) que é o que Jesus falou com Seus discípulos em Mat. 24:15.  Essa informação é muito importante para os nossos dias.

Em Daniel 7:8, Daniel viu um evento novo tomando lugar na Europa após a queda e divisão do Império Romano em 476 d.C. – surge outro poder mundial!

Dan. 7:8  - “Eu considerava os chifres, e eis que entre eles subiu outro chifre, pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas”.
 
Dan 7:24  - “Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis”.

Voltaremos a este ponto mais tarde para identificarmos o chifre pequeno. No entanto, em primeiro lugar, vamos continuar dando uma olhada em Daniel capítulo 7.


Daniel 7: 9-10 – Cenário de Julgamento

Salmos 5:3-6: Em Daniel 7:9-10 encontramos uma alusão a esses versos de Salmos.
A passagem de Salmos é um quadro de Deus vindo para julgar Seu povo.

Daniel 7:21-22: O julgamento é em favor do povo de Deus.

Abaixo vemos uma ilustração de julgamento no céu – algo que ocorreria um pouco depois do aparecimento do chifre pequeno em nosso mundo.  Deus (“O Ancião de Dias”) é visto sentado em Seu trono que tem a aparência de carruagem (lembre-se do estudo da Pedra Azul e de Ezequiel 1).  A Bíblia nos diz em 1 Crônicas 28:18 que a Arca do pacto é a carruagem de Deus.

“... e para o altar do incenso, o peso de ouro refinado; como também o ouro para o modelo do carro dos querubins que, de asas estendidas, cobririam a arca do pacto do Senhor”.

No santuário de Deus havia dois compartimentos – O Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.  Os sacerdotes ministravam no Lugar Santo todo o ano, exceto por um dia, exatamente no Dia da Expiação, quando o Sumo Sacerdote entrava no Lugar Santíssimo para orar pelo perdão dos pecados do povo e purificar o santuário de todos os pecados que nele haviam sido depositados ao longo de todo ano. A Arca do Pacto estava no centro do Lugar Santíssimo.  Isso quer dizer que o cenário de Daniel 7 está localizado no Lugar Santíssimo do Santuário Celestial (já que o santuário terrestre não mais existe).

 

Malaquias: 3:16-18: Deus usa livros durante Seu processo investigativo do julgamento, para discernir entre os justos e os injustos. Nesse sentido, esses livros protegem o povo de Deus de possíveis injustiças.


Daniel 7:11-12  

O Chifre Pequeno Perde seu Poder

O chifre pequeno (a 4ª Besta) é destruído pelo fogo do trono de Deus. Lembra-se em nosso estudo de Daniel 3 de como estudamos que os que não estavam em harmonia com Deus não poderiam sobreviver na glória consumidora de Sua santa presença?  Em Apoc. 11:3-5, nós também vemos que, qualquer um que ferir as duas testemunhas (vamos aprender mais tarde sobre elas), será completamente consumido pelo fogo que sairá da presença de Deus.


Daniel 7: 13-14  

Marcos 2:10: Filho do Homem = Jesus

Nada menos que 78 vezes, só nos 4 evangelhos, as palavras “Filho do Homem” se aplicam a Jesus.

João 5:26-27: Filho do Homem preside o julgamento.

Ponto Chave:   Jesus veio ao Ancião de Dias para receber Seu reino. Aqui Ele é apresentado entrando na sala do trono do Lugar Santíssimo para julgar Seus filhos de uma forma positiva, libertando-os do poder destruidor do chifre pequeno.

Domínio – eterno – veja também Dan. 7:26  -  O domínio é tirado do chifre pequeno e dado ao Filho do Homem.

Glória - Apoc. 14:6-7
“E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: ‘Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”.

Reino - “não será destruído”
Apoc. 11:15-17 - perceba que os reinos desse mundo se tornam nos reinos de Jesus.

Daniel 7:15-16
Daniel está perturbado pela visão, e pede que Deus lhe revele o significado da mesma a um dos que estão diante de Deus nas cenas dos versos 11-14. Daniel recebe a interpretação – e provê informações nos versos 15 - 27.

Daniel 7:17-27
Daniel resume os esclarecimentos que lhe foram dadas. Concentraremos nossa atenção em alguns versos ao continuarmos estudando quem é o chifre pequeno.

 

QUEM OU O QUE É O PODER DO CHIFRE PEQUENO?

Logicamente, pergunta exigem resposta. Para descobrir, vamos seguir seus passos na história:

• Que poder surgiu na Europa, depois de 476 d.C. enquanto, ao mesmo tempo, destruiu três nações completamente?
• Esse poder teria de ter características que os outros impérios mundiais (e os 10 reinos) não tinham – elas existem? Quais são elas?
• Quem ou o que é o chifre pequeno?

Os pontos seguintes vão nos ajudar a identificar o poder do chifre pequeno:

1. Ele surgiu entre os 10 chifres (reinos) que se levantaram com a queda de Roma (vs. 8, 20, 24).  Ele surgiria à partir da cabeça da 4ª Besta que é, sem dúvida, o Império Romano;

2. Surgiria cronologicamente após o nascimento dos 10 chifres (v. 24) e após a queda do Império Romano em 476 d.C.;

3. “... O qual será diferente dos primeiros” [os dez primeiros reis] (v. 24). “Diferente” quer dizer ser diferente em sua natureza. Os 10 reinos imediatamente anteriores tinham caráter apenas político. Esse chifre pequeno manteria seu poder a partir de uma fonte diferente da dos seus predecessores. Por meio da religião ele alegaria possuir autoridade igual à de Deus. 

4. Três dos 10 reinos em poder seriam completamente destruídos, quando esse poder passasse a existir (vs. 8, 20, 24). “... E abaterá a três reis”, nos diz a Bíblia.

5. Teria olhos “como de homem” (vs. 8, 20). Ao longo da Bíblia, olhos são símbolo de inteligência divina. Esse chifre tem “olhos”, mas não os de Deus, mas de homem. É dirigida pela inteligência humana, liderança humana, e autoridade humana. Com um homem na liderança, ele tira de Deus a liderança que Lhe pertence.

6. Teria uma boca com a qual “Proferirá palavras contra o Altíssimo” (v. 25). O chifre pequeno falaria coisas ostentosas e pomposas contra Deus.  

7. Haveria de durar “por um tempo, e tempos, e metade de um tempo” (v. 25).
Apoc. 12:14  
- Usa uma terminologia semelhante para definir um período de perseguição da igreja de Deus, simbolizada pela mulher pura.  “tempo, tempos, e metade de um tempo”;
Apoc. 12:6     - Descreve esse período de perseguição como 1.260 dias;
Apoc. 13:5     - Descreve esse mesmo período como 42 meses;
Ezequiel 4:4-6  - Deus define que, nas aplicações proféticas, um dia profético se refere a um ano literal.

Precisamos entender que: na Bíblia, os meses eram baseados sobre o ciclo solar (i.e. 1 mês = 29.56 dias, arredondados para 30 dias) assim, vemos que:

 Tempo   = 1 ano  =  12 meses  = 360 dias   =  360 anos
 Tempos  = 2 anos  =  24 meses  = 720 dias =  720 anos
 1/2 Tempo = 1/2 ano =   6 meses  = 180 dias =  180 anos 
 Tempo, Tempos e
 1/2 de um Tempo = 3 1/2 anos =  42 meses = 1260 dias = 1260 anos

Assim, o poder do chifre pequeno teria domínio e perseguiria os santos de Deus (lhe foram entregues - v. 25) por 1.260 anos.    

 

8. Pensa “em mudar os tempos e a lei” (v. 25).
Nós já vimos que o chifre pequeno seria diferente dos poderes que vieram antes dele – seria um poder tanto político quanto religioso. Dentro do contexto de falar grandes coisas contra Deus, e de perseguir os santos de Deus, também iria mudar “os tempos e a Lei” (de Deus).  Qual é a lei principal dentre as leis de Deus? (Os Dez Mandamentos). Qual desses mandamentos é o único que tem a haver com marcação de tempo? (O 4º mandamento!).


A história nos dá apenas um único personagem capaz de ser o poder do chifre pequeno.

A história da humanidade, à luz da Bíblia, aponta para o Papado Romano da idade média de forma inequívoca, exata e precisa, como sendo a única possibilidade para o poder do chifre pequeno de Daniel 7. O Império Romano finalmente “caiu” em 476 d.C. Logo após os reinos da Europa surgirem no cenário mundial, uma Igreja-Estado com roupagem cristã, o papado romano, foi estabelecido. Essa igreja-estado cresceu poderosamente ao longo de vários séculos, assumindo preeminência no leste da Europa. Ela surgiu exatamente no momento que a profecia disse que o faria. Das 10 divisões do Império Romano, três das tribos germânicas foram completamente destruídas na Itália – os Hérulos, os Ostrogodos, e os Vândalos – pelo surgimento do papado romano – exatamente da forma como Deus havia mostrado a Daniel. As demais divisões ainda podem ser vistas na Europa até hoje.

O quadro seguinte ilustra os 1.260 anos de soberania papal, desde 538 d.C. até 1798 quando o general Bertiê, do exército de Napoleão, prendeu o então papa Pio VI e temporariamente cessou a união da Igreja com o Estado da Igreja Católica.

 

A Bíblia diz que esse poder era “diferente” dos poderes que se levantaram antes dele. Essa foi a primeira vez na história da humanidade que uma igreja-estado se levantou bramindo uma espada no nome de Jesus. Era uma combinação de espiritualidade e poder político que governaria à partir de Roma, no lugar dos imperadores ancestrais.

Neste momento precisamos considerar predições paralelas do Novo Testamento sobre a experiência da igreja cristã e a vinda do anti-Cristo.

Atos 20:29-31 – Aqui Paulo advertiu a igreja em Éfeso sobre a vinda da apostasia:

“Eu sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho, e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si. Portanto vigiai, lembrando-vos de que por três anos não cessei noite e dia de admoestar com lágrimas a cada um de vós.”

Paulo advertiu contra três coisas:

1. Primeiro, oposição de fora – a destruição de lobos ao atacarem ovelhas. Ele também avisou que haveria perseguições satânicas que tentaria destruir a igreja. Mas Deus manteria sua igreja viva e atuante;


2. O segundo problema seria mais sério – APOSTASIA de DENTRO. Homens se levantariam falando coisas perversas e enganosas;


3. Terceiro, o início da apostasia viria logo.  Paulo disse: “e que dentre vós mesmos se levantarão homens”.

Na segunda carta aos Tessalonicenses, capítulo 2, Paulo pediu muito pára que a Igreja permanecesse pura, mas ele sabia que a apostasia iria se infiltrar de qualquer forma. Estudiosos têm reconhecido que esse capítulo foi todo construído em torno do livro de Daniel. Nesse capítulo, existem citações diretas, apontando para Daniel 7. Cristãos de todas as denominações concordam que, nele, Paulo está falando do anti-Cristo.

II Tess. 2:3-4 –  Paulo escreveu advertências aos crentes sobre a vinda do anti-Cristo e de sua apostasia:

“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.”

1. Primeiramente, Paulo adverte sobre a apostasia: Apostasia é “afastar-se da pureza da fé”;

2. O termo “homem do pecado” é dado em apenas outro lugar na Bíblia – para descrever Judas Iscariotes, que traiu nosso Senhor. Em outras palavras, a cristandade popular ficaria presa e seria arrastada numa avalanche de apostasia, traindo a essência do evangelho, enquanto mantém uma aparência, uma forma de cristianismo;

3. A Bíblia diz que esse líder seria um homem e que ele seria chamado de “homem do pecado”.  No grego original, a frase é: “o homem sem lei”. Paulo ensina aqui que ele se colocaria em oposição à Lei de Deus;

4. A Bíblia diz que ele se colocaria a si mesmo no templo de Deus, como o próprio Deus.  Em Efésios 2:19-22, Paulo nos diz que o templo de Deus é um símbolo da Igreja (que é formada pelos seus crentes). Paulo ensina que esse homem do pecado tomaria seu acento como autoridade política na igreja. E que atribuiria para si mesmo as prerrogativas de Deus.


Em Daniel 8, é registrada outra visão, na qual Daniel viu mais detalhes da aproximação da apostasia dentro do cristianismo. Usando um quadro similar de um pequeno chifre que crescia, ele escreveu:

Dan. 8:11-12

“Ele se engrandeceu até o Príncipe do Exército [Jesus Cristo], e. lançou a verdade por terra; e fez o que era do seu agrado, e prosperou.”

A Bíblia não poderia ser mais clara. A grande luta das eras não é uma batalha contra o ateísmo ou a descrença. Ao contrário, a oposição de fora sempre provou aumentar as chamas da fé. Amigos, a grande apostasia é de dentro. O grande triunfo de Satanás é corromper o próprio cristianismo em suas bases fundamentais.

Satanás tem enganado o cristianismo por longas eras. O anti-Cristo já veio como um poder histórico no seio da Europa cristã.
 
Em Daniel 7:25, Daniel descreve a extensão do reinado do chifre pequeno na História e a natureza da apostasia em sua tentativa de destruir a igreja:

“Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão...”.

Já vimos que esse período de tempo de 1.260 anos. A história mundial registrou que o papado chegou ao poder em 538 d.C., por um decreto de Justiniano, quando o último dos três reis, dos Ostrogodos, foi destruído por Roma. Exatamente 1.260 anos mais tarde, em 1798, o papado veio a um fim temporário, quando o papa foi preso e morreu durante a Revolução Francesa.

A Bíblia diz: “... e consumirá os santos do Altíssimo”. Isso só pode se referir a perseguições e matanças. Historiadores nos dizem que cerca de 100 milhões de pessoas, dentre crianças, velhos e adultos morreram pelas mãos de papas durante a era negra da humanidade. Amigos, a igreja romana foi a maior assassina de toda a história (e tudo isso foi feito “em nome da religião” – contra aqueles que ousassem não aceitar o catolicismo).

A natureza de seu engano é contra a Lei de Deus:

Daniel nos diz em Dan. 7:25 - “... cuidará em mudar os tempos e a lei”.

Quando alguém mexe com a Lei de Deus, ele está mexendo com o próprio Deus.  Sua Lei é uma expressão do Seu caráter e de sua prerrogativa de Criador. A Bíblia nos diz que Jesus era Deus na carne.  Se alguém tinha o direito de mudar a Lei de Deus, esse seria Jesus. Assim mesmo em Mateus 5:17-18, Jesus advertiu:

“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido”.
 

Daniel diz: “... cuidará em mudar os tempos e a lei”. Não é interessante?! Só existe um mandamento de Deus que tem a haver com tempo. Não é que os outros não sejam importantes, é porque Ele viu o dia em que o cristianismo se esqueceria dele. É porque, também, ele é o sinal especial que Ele é o criador e o doador do repouso em nossas vidas. Ao nos lembrarmos do sábado estamos, de fato, nos lembrando dEle como nosso Senhor e Criador.

Êxodo 20:8-11: (O Quarto Mandamento) – Deus disse:

“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum... Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou”.

A história deixa muito claro que a igreja romana foi quem fez as pessoas se esquecerem de manter a santidade do sábado do quarto mandamento. A própria igreja reconhece seu papel ativo nisso.

O Cenário do Julgamento - Daniel 7:13-14

A Igreja Romana prosperou durante a Idade Média exatamente da forma como a Bíblia predisse.  Ela prosperou até que algum dramático aconteceu no céu. Como é mostrado em Daniel 7:8-14, um julgamento acontece no céu. O domínio é retirado do chifre pequeno ao final dos 1.260 anos, e Jesus recebe:

1. Domínio;
2. Glória;
3. Reino.

Primeiramente, o domínio é dado a Jesus.  A Igreja Romana exerceu domínio religioso. Portanto, Jesus reassume Seu domínio sobre a fé dos cristãos. Isso aponta para as verdades pisadas de Deus desde 1798.

Segundo, glória é dada a Jesus.  Isso traz à nossa mente o culto apresentado em Apocalipse 14:6-7, onde Cristo é apresentado restaurando o verdadeiro conhecimento de Deus (como o Deus criador) e o verdadeiro culto.

Terceiro, Jesus recebe o reino.  Um reino traz à mente um povo. O Reino de Deus é composto pelas pessoas sobre as quais Ele reina.

Em Lucas 22:28-30 Jesus chama a Igreja do Novo testamento de Sua igreja. 

Dan. 7:14 indica que o reino de Jesus é reconstituído em seu cenário de julgamento. No verso 14 torna-se claro que esse é um movimento composto de cada nação, e tribo, e língua, e povo do planeta terra. Não há dúvida que Jesus estava com Daniel 7:13,14 em Sua mente quando Ele mencionou o profeta Daniel no Monte das Oliveiras, antes de Sua crucifixão, como foi registrado em Mat. 24:14-15:

“E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Quando, pois, virdes estar no lugar santo à abominação da desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda),...”.

Assim, a Bíblia indica em Daniel 7 que devemos olhar para Jesus no Santuário Celestial, após 1798, para reassumir Seu poder para reunir um povo que anunciará o Evangelho a todas as nações da terra.
 


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A visita de Sua Eminência o cardeal Crescenzio Sepe, arcebispo de Nápoles, oferece-me a ocasião de fazer chegar a Sua Santidade minhas cordiais e fraternas saudações no Senhor. Sinto um profundo afeto por todos os irmãos ortodoxos e me sinto particularmente próximo deles nestes dias recentes do conf...  mais
   
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CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 25 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI, que deverá peregrinar à Terra Santa no próximo mês de maio, pediu repetidamente neste Natal pela paz nessa região. ...  mais
   
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Os presidentes e representantes governamentais dos países membros da Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), mais o Equador, deram hoje sinal verde à criação de uma moeda comum, denominada Sistema Único de Compensação Regional (Sucre), que inicialmente circulará de maneira vir...  mais
   
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Já foram gravados 69 programas para a TV. O plano inicial de nosso PROJETO MISSIONÁRIO foi alcançado com sucesso. ...  mais
   
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Graças a Deus nosso PROJETO MISSIONÁRIO conseguiu parceria com a ADRA Internacional. Esteve na Sede de nosso Ministério aqui em Sairé, o Pr. Landersom Santana que é o ministerial da União Nordeste. Ele ficou encantado com o Projeto Missionário e, direcionado por Deus e pelo Espírito Santo, entendeu ...  mais
   
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Nos últimos dias 16 e 17 de janeiro, estivemos participando de uma reunião memorável....  mais
   
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Nossa Sede do Projeto Missionário Alcançando Corações, já está sendo reformada e recebendo nova vida. Tudo aqui está sendo cuidadosamente ajustado para receber nossos alunos queridos que virão estudar e aprender como vivem os missionários ao redor do mundo!...  mais
   
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O Senhor nunca falha. Estamos unidos nesta missão e o lugar ja é realidade....  mais
   
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Louvado seja Deus porque podemos apresentar aos nossos irmãos as bençãos que recebemos durante o final de semana de 07 a 14 de Março na Igreja de Bezerros, PE. A serva de Deus, Maiza, esteve fazendo nestes dias uma semana de reavivamento espiritual......  mais
   
[ Alcançando Corações : Brasil ] 2009