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Palavra de Deus > Estudos Bíblicos


Daniel 6

Revisão:
 
Em Daniel capítulos 4 e 5 vimos o contraste entre dois homens que tomaram decisões muito diferentes. No capítulo 4, aprendemos que Nabucodonosor, finalmente reconheceu Deus. Capítulo 4 é basicamente o testemunho de Nabucodonosor de sua própria conversão. Vimos como Deus pacientemente deu a Nabucodonosor uma oportunidade para mudar sua vida. 

No capítulo 5, o neto de Nabucodonosor foi aquele rei que não quis seguir a Deus. Mesmo que Belsazar conhece desde Daniel criança e as histórias do seu avô, ele insistia em repetitivamente rejeitar o verdadeiro Deus. De fato, ele zombou e blasfemou contra Deus ao usar os utensílios sagrados do santuário de Deus na celebração aos deuses pagãos. A atitude de Babilônia foi hedonistic e egoísta. O espírito de Babilônia era o espírito de rebelião. Belsazar chegou ao ponto de rejeitar até mesmo o último apelo que Deus lhe fez por meio de Daniel, momentos antes de sua destruição. Belsazar morreu na guerra Deus, algemado pelas correntes pesadas dos seus pecados não perdoados.

Existe um paralelo dessas histórias com situações do final dos tempos. Nabucodonosor e Belsazar profanaram os tesouros sagrados do santuário de Deus ao colocá-los em ambiente pagão. Quando a grandiosa misericórdia de Deus e tornou em justiça, os julgamentos de Deus caíram sobre a orgulhosa Babilônia. E suas terríveis blasfêmias contra o Deus Santo forçaram a vinda de sua tão longamente profetizada destruição.


Introdução:

Daniel Capítulo 6 conta a história da mesma tensão que haverá no final dos tempos entre os reclames de Deus e as leis da terra. Essa é uma história que revela os conflitos do final dos tempos da correção política contra a consciência.

Da mesma forma, no Novo Testamento, vemos a resposta dos primeiros apóstolos a esse assunto:

Atos 5:29 - “Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: ‘Importa antes obedecer a Deus que aos homens”.

Lembre-se: A história de Daniel é mais do que uma história para ser contada aos nossos filhos. Veremos correlações muito significativas entre o que aconteceu com Daniel no capítulo 6 e o que acontecerá no final dos tempos.

Paralelos entre Daniel capítulo 6 e a Marca da Besta


Comparação N° 1:
Daniel foi perseguido por ter escolhido obedecer à Lei de Deus

Daniel 6:5
O remanescente será perseguido por se manter fiel à Lei de Deus como Jesus o fez.
Apoc. 12:17

Comparação N° 2:
O rei da Pérsia fez uma lei que exigia culto falso.
 

Daniel 6:6-9
O poder da Besta vai liderar o mundo a criar uma lei que force as pessoas a se envolverem e prestarem culto falso.
Apoc. 13:15

Comparação N° 3:
A lei persa levou as pessoas a adorarem um homem - Dario o meda.
Daniel 6:7
O conflito da marca da Besta levará o mundo a cultuar um homem com o número 666.
Apoc. 13:18

Comparação N° 4
A penalidade em Daniel 6 envolvia um decreto de morte.
Daniel 6:7
A penalidade do conflito da marca da Besta envolve um decreto de morte.
Apoc. 13:15

Comparação N° 5
Daniel foi salvo graças à intervenção pessoal de Deus.

Daniel 6:19-23
O povo de Deus será libertado pela vinda de Jesus.
Apoc. 19:11

Comparação N° 6
Os que se esforçaram para destruir Daniel foram atirados aos leões.
Daniel 6:24
Os que prestarem culto à Besta e perseguirem o povo de Deus, receberão as sete últimas pragas.
Apoc. 18:4; Apoc. 16:6

 

DISCUSSÃO E COMPARAÇÃO de DANIEL 3 e 6 com os DESAFIOS do FIM, ENCONTRADOS NO LIVRO DO APOCALIPSE

Vamos refletir a respeito dos eventos de Daniel 3 e 6 e perceber como eles se relacionam profeticamente às coisas que vão ocorrer no final dos tempos. Vimos várias comparações acima, agora vamos estudar algumas delas em mais profundidade:


O Decreto:
Em cada caso, é criado um decreto para obrigar as pessoas a prestarem culto contrário ao culto divino. Isso envolve desobediência a Deus e a quebra de um ou mais dos dez mandamentos de sua Lei eterna. Todos os três decretos criados por poderes dominantes resultaram na perseguição do povo de Deus para destruí-lo.

A Questão do Culto:
Em Daniel 3, o teste da fé girou em torno do segundo mandamento (Êx. 20:4-5 – culto a imagens).  Em Daniel 6, o teste foi em torno do primeiro mandamento (Êx. 20: 3 – culto exclusivo a Deus). O conflito da marca da Besta envolverá culto religioso e a quebra de um dos dez mandamentos de Deus (conf. Apoc. 13:14-18).

Quem vai conspirar contra o povo de Deus? Em Daniel 3, um governante conspirou sozinho. Em Daniel 6, conselheiros muito achegados ao rei fizeram a conspiração. Aqui vemos que vários líderes mundiais e vários líderes políticos se uniram para perseguir Daniel. Apocalipse 13 e 17 revelaram que o mesmo vai se repetir no final dos tempos.


A Natureza do Decreto:
Em Daniel 3, o conflito foi uma clara violação da Lei de Deus.  No capítulo 6, a violação não foi tão óbvia, mas teve o mesmo grau de seriedade. Tinha a haver diretamente com a quebra do relacionamento baseado em tempo, entre Daniel e Deus. Esse foi um ataque contra a vida de oração e comunhão íntima de Daniel com Deus.


A Lição Para os Últimos Dias:
Nos últimos dias, um dos Dez Mandamentos será o ponto central do conflito. Novamente, um poder dominante fará um “decreto” que será apresentado ao mundo como se fosse algo muito bom e necessário, mas que esconderá a promoção a um culto ofensivo a Deus. Para que fiquem de acordo com esse “decreto”, o povo de Deus será induzido a corromper seu relacionamento com Ele, para que se mantenham seguros. Mais uma vez, a questão do conflito será culto verdadeiro X culto falso.


Pano de Fundo:
Babilônia caiu. Vimos em Daniel 5:30-31 que Babilônia foi derrotada.  O capítulo 6 introduz Dario como o imperador Medo-Persa. Dario era o rei Meda. Os Medas e os Persas destruíram Babilônia juntos. No entanto, pouco depois os Persas se tornaram mais poderosos que os Medas, Ciro então se tornou no único imperador de todo império. Mas, por ocasião de Daniel 6, Dario o Meda ainda era o rei.

Daniel estava provavelmente nos seus oitenta e poucos anos quando Deus o protegeu dos leões.

 
Dan. 6: 1-3
Quando Dario derrotou Babilônia, ele e Ciro imediatamente começaram a reorganizar o governo.  Eles estabeleceram príncipes sobre toda a terra e três presidentes sobre todos eles. Daniel era o chefe dos presidentes. Isso quer dizer que ele só estava abaixo do rei. Talvez ele estivesse até próximo a Dario no comando do império.

Verso 2: “... e que o rei não sofresse dano” A função dos príncipes era a de estabelecer as regras Medo-Persas determinadas pelo rei, e reunir impostos. A menos que houvesse uma prestação de contas “honesta”, os coletores poderiam facilmente rechear seus próprios bolsos para dano do rei. Os presidentes deveriam vigiar esses registros. Daniel era o chefe de todos eles. A reputação de Daniel de integridade cristalina, sua lealdade e devoção ao que era verdadeiro e correto eram bem conhecidos de todos.

Ponto Central:
Daniel não usava uma capa de religião que colocava ou tirava quando lhe fosse conveniente. Daniel não era hipócrita. Sua entrega a Deus sem reserva revelava uma vida de genuína devoção. Como Daniel, cristãos no final dos tempos precisarão mostrar esse mesmo tipo de compromisso. A verdadeira religião é muito mais que apenas uma seca e superficial profissão de fé. É muito mais que uma roupa de uso temporário. Precisa ser a essência de uma vida totalmente consagrada a Deus.

Vamos dar uma olhada em uma promessa que Deus nos deu por meio do profeta Ezequiel, que vivia na mesma região de Daniel em seus dias:

Ezequiel 36:26-27:
“Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis.”

Paulo, no Novo Testamento, também se referiu a essa mudança interior que acontece quando alguém dá a Deus completo controle da sua vida:

2 Coríntios 5:17
“Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

Dan. 6:4-6
Daniel era completamente íntegro. Nem os príncipes invejosos ou os presidentes do império conseguiam encontrar qualquer coisa para desonrar ou prejudicar Daniel. A dedicação de Daniel à lei do seu Deus era proverbial. Eles decidiram que a única forma de destruir Daniel seria em meio à sua dedicação religiosa.

Atos 5:27-29 – Diante de conflitos entre deveres religiosos e leis governamentais, sempre devemos obedecer a Deus, custe o que custar.

Dan. 6:6-9
Os presidentes e príncipes se encontraram com os reis e o induziram a tomar uma decisão que seria uma armadilha para Daniel. Repare que esses líderes contaram uma mentira ao rei. Eles disseram que TODOS os presidentes, governadores e príncipes haviam se reunido e recomendado que fosse baixado um decreto exigindo culto exclusivo ao próprio rei Dario por um período de trinta dias.

NOTAS:
1. Daniel jamais fez parte de tal reunião, mesmo que esses enganadores tenham dito que “todos” os líderes tivessem estado presentes e concordassem;
2. Esse decreto envolveu uma sentença de morte no caso de desobediência.

Ponto Central:
Deus havia falado para o povo de Israel lembrá-Lo em orações constantemente. Esse decreto do rei inibia e impedia o culto diário e aos sábados.

Deut. 6:4-8:  - Israel deveria se lembrar de Deus todas as manhãs, antes de se levantarem de suas camas;
Salmos 55:16-17:  - Israel orava três vezes ao dia;
Salmos 34:1:  - Nossa vida de oração precisa ser constante;
Êxodo 20:8-11:  - Deus separou o sábado para servir de uma lembrança semanal do Seu direito ao culto e adoração dos seus filhos.


Dan. 6:10
Repare a reação de Daniel. Ele nem tentou racionalizar como driblar o decreto – nem fechou a janela do seu quarto! Ao contrário, ele permaneceu fiel a Deus. Ele não parou deixou seus períodos de culto para fazer o rei feliz. Essa história é uma repetição da inamovível dedicação de Daniel encontrada no capítulo 1 em permanecer fiel e leal a Deus a qualquer custo.

1. Três vezes por dia – Daniel tinha uma vida de oração ativa. Não era irregular. Ele permanecia em comunhão constante com Deus. Ele viveu uma vida de comunhão e devoção constante. Há um ditado verdadeiro: “Sete dias sem Deus torna qualquer um fraco”;
2.  Ele agradeceu a Deus, a despeito de todas as circunstâncias. Como ele conseguia fazer isso? Daniel tinha fé em seu Deus. Ele tinha visto a mão de Deus em várias circunstâncias ao longo de sua vida e havia aprendido a confiar nEle completamente.  Da mesma forma como Sadraque, Mesaque e Abednego no capítulo 3, ele sabia que Deus seria capaz de libertá-lo se fosse o melhor para ele. Mas mesmo que não o fizesse, Daniel permaneceria inamovível à verdade. Sem qualquer dúvida, Daniel tinha a abundante paz de Deus:

Isaías 26:3-4
“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. Confiai sempre no Senhor; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.”

Daniel tinha paz porque ele mantinha sua mente fixada no Senhor pela oração. Nós podemos ter esse mesmo relacionamento se mantivermos a mesma comunhão constante com Deus por meio de nossas orações e estudo diário da Bíblia.

Ponto Central: A vida de oração de Daniel tinha e características:
1. Contínua;
2. Consistente;
3. Cheia de gratidão.

Dan. 6:11-15

Ponto Central:  Todo problema em Daniel 2 é o culto a uma imagem. O foco em Daniel 6 é quanto ao culto, à adoração ao homem.

Aconteceu exatamente o que seus inimigos previam, que Daniel demonstraria seu compromisso com Deus de forma pública – e eles usaram sua devoção para destruí-lo!

Quando a acusação foi apresentada ao rei Dario, ele ficou furioso por ter percebida que fora induzido a criar uma lei para destruir Daniel. (Repare sua reação com a de Nabucodonosor, ao se deparar com Sadraque, Mesaque e Abednego no Capítulo 3). Nabucodonosor ficou furioso com eles. Ao contrário, Dario ficou furioso consigo mesmo. O rei Dario tentou encontrar alguma forma para driblar seu decreto, mas era-lhe impossível.

Daniel 7:25  – Assim como Dario, o poder do chifre pequeno tentará mudar a Lei de Deus e tempos sagrados.
Daniel 7:8  – Assim como Dario, o poder do chifre pequeno é o poder de um homem. Nenhum homem pode ser cultuado.


Dan. 6:16-18
O rei Dario tinha fé no Deus de Daniel. Ele acreditava que seu Deus poderia protegê-lo.  “O teu Deus, a quem tu continuamente serves, Ele te livrará”. Daniel tinha um senso da presença contínua de Deus em sua vida. Mesmo que o templo de Jerusalém estivesse destruído, ele sabia que Deus estava em Seu templo no céu, sempre ansiando e ouvir e responder suas orações. Repare que o rei passou a noite toda em jejum. Ele não conseguia dormir.

Um Paralelo Interessante: “E uma pedra foi trazida e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel” traz à nossa mente a tumba de Jesus. A menção de um selo é um tipo de antecipação da marca da Besta em Apocalipse 13:17.


Dan. 6:19-22
Hebreus 7:25 – Daniel é um tipo de Jesus. Daniel orava permanentemente por seu povo. Como o nosso Sumo Sacerdote, Jesus ora por nós permanentemente.

Deus enviou um anjo para fechar as bocas dos leões.

Nota Espiritual: ANJOS X LEÕES: Essa é uma grande analogia do grande conflito entre Jesus e Satanás.

I Pedro 5:6-8 “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que há seu tempo vos exalte; lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar”.

Ponto Central:  No verso 22 a Bíblia declara que Daniel era inocente. Em Apocalipse o povo de Deus será considerado inocente e sem culpa (cf. Daniel 6:22).


Apocalipse 14 descreve o povo de Deus que estará vivendo no final dos tempos:

Apoc. 14:5, 12
“E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis”.

“Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. 

No final dos tempos, Deus terá um povo como Daniel que serão caracterizados por sua fidelidade a Ele. Por meio do poder do Cristo interior, essas pessoas manterão os mandamentos de Deus intactos.  Porque eles se recusarão a obedecer às regras do poder da Besta, assim como Daniel, eles serão perseguidos e ameaçados de morte.

Não importa quem seja a Bestas, ou o que é sua marca, o ponto principal está bem claro.  Todo o ponto de confusão será sobre lealdade. O ponto será obediência a Deus e Sua Lei Santa e Eterna – tempo sagrado para cultuar a Deus.

Dan 6:23-28
No fim, os inimigos de Daniel foram destruídos. Da mesma forma, no tempo do fim, os inimigos do povo de Deus serão destruídos. Em Daniel capítulo 4, vimos Nabucodonosor fazendo um reconhecimento similar de Deus após sua conversão sincera e completa. Parece que o rei Dario também reconheceu o Deus de Daniel como seu próprio Deus.
 


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