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Daniel 2
REVISÃO:
Demos início ao nosso estudo de Daniel e Apocalipse na última vez, com o capítulo 1 do livro de Daniel. Aprendemos que o livro de Daniel é dividido em duas partes:
Capítulos 1 - 6:
Esses capítulos são compostos grandemente de histórias de indivíduos que ficaram frente a frente com escolhas de vida e de morte. Essas histórias nos fornecem um modelo divino para nossas escolhas nos dias finais que estamos vivendo da história humana.
Capítulos 7 - 12:
Esses capítulos são principalmente proféticos. Eles apresentam e fazem um resumo do surgimento e queda de impérios mundiais, desde os dias de Daniel até o final dos tempos. Cada nova profecia é uma repetição e uma expansão das profecias anteriores.
Em Daniel 1 vimos como Nabucodonosor saqueou a Cidade Santa de Jerusalém e o Templo do Deus Vivo. Como um protótipo do anti-Cristo, ele levou o povo de Deus cativo, juntamente com os vasos sagrados da Casa de Deus, o santuário terrestre. Ele colocou esses vasos sagrados no templo do seu próprio deus, com o intuito de usá-los em seus cultos pagãos. Além de tudo isso, Nabucodonosor tentou fazer lavagem cerebral em Daniel, Ananias, Misael, e Azarias, para que abandonassem as suas crenças. Ele queria que eles se tornassem pagãos e babilônicos. Como resultado, ele mudou seus títulos, que lhe haviam sido dados por Deus, trocando-os por nomes de expressa lealdade aos falsos deuses babilônicos.
Mas nada disso importou, pois eles haviam decidido e ficado firmes em não prejudicar o santuário de suas almas. Eles não se submeteram às pressões e costumes da Babilônia. Eles permaneceram inabaláveis ao longo de toda fase de testes e, como recompense, Deus os abençoou com sabedoria, conhecimento, e entendimento profético. Daniel e seus amigos serviram de um “tipo” ou “modelo” do fiel povo de Deus no final dos tempos, que haverão de desenterrar as verdades das profecias.
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO 2
As pessoas gostam de antever o que o futuro lhes reserva. Mas não importa quão cuidadosamente nos preparemos ou planejemos, ninguém sabe o que acontecerá conosco entre agora e a hora de dormir. Acidentes invadem nossas vidas impiedosamente, sem nos dar qualquer aviso. Vivemos em um mundo onde as boas novas se tornam em más novas a cada instante. Mas bem no centro da mensagem de Daniel 2 está a verdade sobre o Deus que se preocupa intensamente com as nossas vidas. Daniel 2 também revela o Deus que conhece e se importa com as dores do nosso dia-a-dia. Ele é o Deus que descortina diante dos nossos olhos o futuro cheio de esperança e significado para aquele que O buscam.
ESTUDO:
Daniel 2:1
O segundo ano do reinado de Nabucodonosor foi entre o verão de 603 e o verão de 602 a.C. A Bíblia diz que ele teve um sonho que o incomodou.
Dan. 2:2-3
Os homens mais “sábios” daqueles dias eram altamente treinados. Eles diziam saber os segredos dos “deuses”. Eles eram eruditos intelectuais e religiosos. Eram eles:
Mágicos - os escrivões de rituais religiosos de fundo mágico;
Feiticeiros, encantadores, agoureiros - aqueles que trabalhavam com poções mágicas;
Astrólogos - os ditos “cientistas” daqueles dias;
Caldeus - supostamente os mais sábios – o grupo étnico dominante.
Dan. 2:4-12
1. Esses conselheiros tentaram induzir o rei a revelar o sonho antes de eles poderem dar sua interpretação;
2. Eles finalmente admitem que eles não são capazes de revelar sonhos;
3. Eles finalmente são obrigados, pelas circunstâncias, a admitir que o sonho só possa ser revelado pelos próprios deuses “e ninguém há que a possa declarar ao rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne mortal” (em suas mentes os “deuses” estão distantes e são indiferentes às suas necessidades).
2 Pontos Chave:
1. O verso 11 apresenta um quadro do seu entendimento dos “deuses”. Os homens mais sábios de todo aquele reinado gigantesco viam seus “deuses” como seres distantes e indiferentes. Eles nem imaginavam que o Deus da Bíblia está tão perto e se preocupa tanto com Seus filhos;
2. Eles disseram que apenas os deuses seriam capazes de revelar, interpretar e entender o sonho. Esse é exatamente o mesmo ponto de vista expresso hoje em dia por muitos professores religiosos modernos em relação aos livros de Daniel e Apocalipse.
1 Coríntios 3:19 – “Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: ‘Ele apanha os sábios na sua própria astúcia’”.
Dan. 2:13
Daniel e seus amigos seriam mortos junto com os outros “homens sábios”, mesmo que não estivessem sabendo de nada do que estava acontecendo.
Dan. 2:14-19 - 2 Pontos Chave:
1. Daniel pede um pequeno prazo. Daniel pede que seus amigos orem, pedindo a ajuda de Deus, para capacitá-lo a entender o sonho. Eles formam um pequeno grupo de oração e Deus revela o sonho durante aquela noite;
2. Assim como em Daniel 1, é concedido a Daniel o tempo que ele pediu. Depois de algum tempo Deus revelou-lhe o sonho e a interpretação do mesmo. Daniel também nos diz que a mesma situação vai se repetir no final dos tempos. Depois de “um tempo, tempos e metade de um tempo” (Dan. 12:4, 7) as visões e sonhos das profecias de Daniel serão reveladas àqueles que verdadeiramente amam a Deus. (Daniel 12:9, 10)
Dan. 2: 20-23
Daniel louva e reconhece Deus como a fonte de toda sabedoria e conhecimento. Ele é o Revelador da verdade e das coisas secretas. Ele é aquele que “muda os tempos e as estações” (v. 21). Compare esse verso com Dan. 7:25, que mostra o pequeno chifre que “acredita mudar os tempos e as leis”. O pequeno chifre (o anti-Cristo) tentará fazer aquilo que apenas Deus tem o direito de fazer.
Dan. 2: 24-30
Daniel é levado à presença do rei Nabucodonosor para revelar-lhe e interpretar o sonho. Contraste a fala de Arioque ("Eu encontrei”) com a fala de Daniel ("Deus revelou"). Repare que Arioque tomou todo o crédito para si mesmo, enquanto Daniel deu todo crédito a Deus.
Dois Pontos Chave:
1. Deus revelou o sonho para fazer “saber ao rei Nabucodonosor o que há de suceder nos últimos dias". Essa visão é para o tempo do fim. (v. 28);
2. Deus é um Deus pessoal. Ele conhece os mistérios e os problemas das nossas vidas. Ele quer dar-nos paz mental (v. 30). Contraste isso com a atitude expressa no verso 11 sobre os deuses distantes e desinteressados dos falsos homens sábios.
O Sonho Revelado
Dan. 2: 31-33
O sonho é descrito – O Grande Homem de Metal.
CABEÇA - OURO
PEITO E BRAÇOS - PRATA
QUADRIL - BRONZE
PERNAS - FERRO
PÉS - PARTES DE FERRO E PARTES DE BARRO
Parece ser uma grande imagem esculpida ou um ídolo.
Esta é uma “estátua” impressionante – mas o que ela significa?
Três Pontos Chave:
1) O valor estimado dos metais diminui à medida que o tempo se aproxima do fim:
a) Representa o declínio da beleza, da cultura e da civilização;
2) A dureza do metal aumenta à medida que se aproxima do fim:
a) Representa o aumento do poder militar, à medida que nos aproximamos do fim;
3) O ferro tem duas fases. O ferro vai perdurar até o fim da história humana:
a) Primeiramente as pernas de ferro e então os pés de ferro e barro.
Dan. 2: 34-35
A Bíblia diz que uma grande Rocha seria cortada sem a ajuda de mãos humanas. Veremos em poucos minutos o que ela representa. Mas, primeiramente, repare que a Rocha atinge a estátua só nos seus pés – isso tem um significado simbólico. Nos cultos pagãos, as pessoas se ajoelhavam aos pés das estátuas para orar. Repare, a Rocha atingiu a estátua no exato local do seu falso culto.
A Interpretação do Sonho:
Dan. 2: 36-38
Cabeça de ouro = Babilônia (606-539 BC)
Dan 2:39
Peito de Prata = Medo-Pérsia (539-331 BC)
Isaías 13:1, 17-19
Daniel 5:25-31
Dan 2:39
Quadris de Bronze = Grécia (331-168 BC)
Daniel 8:20-21 - A Grécia é o império mundial que surgiu logo após a Médio-Pérsia.
Dan 2:40
Pernas de Ferro = Roma (168 BC - 476 d.C.)
Nota: Os três primeiros reinos já existiam nos dias de Daniel, mas Roma não. Portanto o anjo que apresentou a Daniel a interpretação do sonho não poderia ter falado o nome de tal reino. Os livros de história, sem o querer, identificam Roma como o reino de ferro. A palavra latina “Roma” significa “força” – e o ferro é o metal mais duro dentre todos eles.
Ponto Chave: Roma é descrita em detalhes em Daniel 11:17-19
Dan. 11:17-19
Esses versos retratam o período no qual Júlio César se encantou por Cleópatra, a rainha do Egito, “e lhe dará a filha de mulheres, para ele a corromper”. E mostra como aquele rei iria tentar expandir seu território “Depois disso virará o seu rosto para as ilhas, e tomará muitas”. Júlio César era terrivelmente insolente. Ele era um carniceiro militar e tentou substituir a forma romana de república com um sistema ditatorial próprio. O verse 19 se refere ao seu assassinato em 44 a.C. pelas mãos de um companheiro romano, G. Cassius Longinus.
Dan. 11:20
Júlio César foi seguido por César Augusto que foi referido por Daniel como um “exator de tributos”.
Lucas 2:1-3
“Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. ([E] Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio era governador da Síria.). E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.”
César Augusto estabeleceu a “Pax Romana”, ou a “Paz Romana”. Ele morreu velho, mas longe de um campo de batalha.
Dan. 11:21
O rei que seguiu Júlio César foi Tibério César. Ela era um pedófilo (“um homem vil”), que era um filho adotivo de Augusto César. Ele engendrou seu caminho ao trono. É ele quem estava no trono de Roma quando Jesus nasceu e quando Ele foi crucificado. Augusto César era odiado pelo povo, seu corpo foi jogado no tio Tiber e deixado para apodrecer.
Lucas 3:1
“No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Ituréia e de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene,”
Esse verso nos conduz a João Batista batizando Jesus. Três anos e meio mais tarde, no 18º ano do reinado de Tibério César, Jesus foi crucificado.
Dan 11:22
“E as forças inundantes serão varridas de diante dele, e serão quebrantadas” - Tibério César foi famoso devido a várias vitórias militares.
“Como também o príncipe do pacto.” Jesus foi crucificado durante o reinado de Tibério César, por Pôncio Pilatos.
Dan. 2:41-43
Reino Dividido = 10 Divisões do Império Romano
(de 476 d.C. até ao final dos tempos)
1. Roma se tornou um reino dividido em torno do ano 476 d.C. Esse evento é simbolizado pelos dois pés de ferro e barro. O ferro representa força. O barro representa fraqueza. As dez divisões do Império Romano contêm tanto nações poderosas como nações fracas;
2. Depois da era escura, a Europa tentou se unir novamente por meio de casamentos entre famílias reais, mas isso nunca deu certo. O território do antigo império Romano era largamente dominado por quatro famílias principais.
Habsburgs - Áustria (de 1282, 1804-1918), Boemia e Hungria (de 1526 - 1918), Santos Imperadores Romanos (de 1438 - 1806), Espanha (1516-1700);
Hohenzollerns - Principalmente a Alemanha e a Prússia (terminou em 1918)
Romanovs - Rússia (1613-1917)
Ottomans - Império Otomano (Turquia, e a região middle east) (terminou entre 1917-18)
Um dos Habsburgs (Arch Duke Ferdinand) foi assassinado em 1917, dando início à Primeira Guerra Mundial. Após a guerra, no Tratado de Versalhes, a Europa deu as costas às monarquias.
Ponto Chave:
O verso 43 mostra que o Reino de Deus será vitorioso depois da falha desses reis se reunirem por meio de casamentos. A Primeira Guerra Mundial é o evento que marca o fim das monarquias. Hoje a Europa é governada por governos socialistas e democratas.
Dan. 2: 44-45
“Mas, nos dias desses reis” significa que pouco após a falha de união dos países europeus por meio de casamentos, Deus vai estabelecer seu reino.
“Nem passará a soberania deste reino a outro povo” e “subsistirá para sempre” significa que o reino de Deus não será passado para outro povo, como acontecia na antiguidade e levou à queda das monarquias da Europa. Em contraste, esse último Reino durará para sempre.
Dan. 2: 46-49
Daniel e seus amigos foram recompensados tanto por revelar quanto por interpretar o sonho.
Nabucodonosor reconheceu o Deus de Daniel como o único Deus.
ALGUNS PONTOS CHAVE - PENSAMENTOS
1. Essa imagem faz você pensar em um ídolo antigo;
2. Os reinos do mundo sempre estiveram ligados à adoração de ídolos (paganismo e adoração falsa);
3. Os impérios mundiais estão completamente destruídos (e seus falsos sistemas de culto).
4. O Reino de Cristo tomará o lugar dos grandes impérios mundiais.
A Identidade da Rocha:
I Pedro 2:6-8
“A principal pedra angular” – Preciosa aos que acreditam, fazendo tropeçar a cair aos que não crêem.
Isaías 28:16
O fundamento - “A principal pedra angular”
I Cor. 10:4
A Rocha é Cristo.
Lucas 20:17-18
Cristo vai “quebrar” ou converter aqueles que caírem sobre Ele. Isso quer dizer que “aqueles que caírem de joelhos em arrependimento e O buscarem de verdade”, serão convertido. No entanto, Ele “esmiuçará como pó” aqueles que O rejeitam.
Ponto Chave: Jesus é a Rocha
A Identidade da Montanha:
Daniel 2:45
1. A Rocha vem de uma montanha;
2. A Rocha destrói a estátua;
3. A Rocha da origem a outra montanha.
Isaías 2:1-5
A montanha representa a verdade de Deus e Seu santuário;
Sião é chamada de “o monte da casa do Senhor”.
Ponto Chave:
Nabucodonosor atacou e destruiu o santuário de Jerusalém. Deus mostrou a esse rei pagão que havia um santuário muito longe no céu, num lugar que ele não poderia atacar e destruir. A Rocha, que é Cristo, sairá do santuário celestial para destruir todos os reinos da terra. A profecia indica que isso aconteceria algum tempo depois da primeira guerra mundial, nos dias da Europa moderna. No lugar dos reis da terra, Deus vai estabelecer um Reino-Santuário que jamais será destruído novamente.
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